VOCÊ SABIA: EXISTE UAM DOENÇA QUE FAZ VOCÊ FALAR COM SOTAQUE DE OUTRO PAÍS!

Veja a matéria desta sexta (07) da coluna "Vida e Saúde" do site Uol que tráz um ainteressante matéria sobre uma doença que tem apenas 69 casos em todo o mundo e que pode espantar!Leia
Não, não é piada de mau gosto nem tem a ver com incorporação de espíritos. Pessoas passam a falar com sotaques diferentes do seu idioma nativo sem ter tido qualquer contato prolongado com a língua. O problema é reconhecido como Síndrome do Sotaque Estrangeiro.
Descoberta em 1941, depois que uma norueguesa que foi vítima de um ataque por bombas durante a Segunda Guerra Mundial acordou do coma falando com sotaque alemão, ainda é rara e há até hoje apenas 61 casos confirmados no mundo.
Traumas graves que podem causar danos cerebrais são os responsáveis por desencadear o quadro. Foi o caso da inglesa Wendy Hasnip, 57 anos, cujo problema apareceu depois que ela sofreu um derrame aos 47 e passou mais de um ano falando com um sotaque francês. Depois disso, a maneira de falar ganhou entonações diferentes e ela já foi confundida com imigrante de diferentes nacionalidades.
Uma outra inglesa de 35 anos começou a falar com sotaque chinês após uma forte enxaqueca. O problema pode persistir por anos e, além do tratamento para doença que desencadeou a síndrome, os pacientes passam a ser acompanhados por fonoaudiólogos a fim de voltar à voz e maneira de falar originais. Há casos de pessoas que adquiriram sotaques jamaicanos, polacos.
Mas para os médicos a questão tem a ver com linguística. "A fala é muito importante nos humanos e usa diferentes partes do cérebro, além das partes físicas. Quando acontece algo no cérebro que abala parte da capacidade da fala, o paciente sabe que palavras quer pronunciar, mas não consegue coordenar língua, boca, lábios e cordas para formular as palavras", disse a professora Sophie Scott, do Instituto de Neurociência Cognitiva da Universidade Londres ao jornal Daily Mail.
Um estudo publicado em 2002 identificou que portadores da chamada síndrome apresentavam pequenas lesões em diferentes regiões do cérebro, que influenciaram de maneira sutil a fala.












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