CRISE NA GRÉCIA ABALA TODA A EUROPA!
O problema de dívida da Grécia obscurecia todos os mercados financeiros nesta quarta-feira, derrubando as Bolsas de Valores e levando o euro à mínima em um ano ante o dólar. Apesar das promessas de ajuda, a União Europeia --por conta da resistência alemã-- ainda não decidiu como liberar a ajuda de 45 bilhões de euros ao país, mergulhado em um alto deficit.
O euro atingiu o menor patamar em um ano ante o dólar durante o pregão asiático. Pouco depois, era cotado a US$ 1,3190. "É tudo por conta das reduções [de avaliação pela S&P] da Grécia e de Portugal. Sem uma solução para os problemas internos europeus, a tendência de queda do euro continuará", disse Dag Muller, estrategista do SEB.
Um dia após a agência de risco Standard & Poor's reduzir a avaliação da dívida grega para "junk", o rendimento do bônus da Grécia de dois anos foi acima de 22%, o rendimento do título de 10 anos superou 900 pontos-básicos sobre os papéis alemães, e a comissão de mercados de capitais local suspendeu a venda a descoberto de ações.
"As chances de uma moratória da Grécia estão aumentando, não dia a dia, mas hora a hora. O FMI (Fundo Monetário Internacional) e os governos europeus não aparecem com algo logo, então eu vejo o mercado caindo mais bastante rapidamente", disse Koen De Leus, economista do KBC Securities.
"Os investidores estão começando a reagir emocionalmente. No atual ambiente, é muito difícil se impressionar com lucros melhores que o esperado."
O índice MSCI de Bolsas de Valores mundiais caía 1,15%, depois de perder mais de 2% na véspera. O indicador de ações dos mercados emergentes recuava 1,7%.
As Bolsas europeias atingiram a mínima em cinco semanas pela manhã, para depois recuarem 1,37%, segundo o índice FTSEurofirst 300.
A crise levou o membro do conselho do Banco Central Europeu, Juergen Stark, a pedir uma ação dos governos europeus. "O ônus agora é dos governos para assegurarem que a crise que inicialmente afetou o setor financeiro e em seguida a economia real, não leve a uma crise de dívida soberana", afirmou.












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