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sexta-feira, 26 de março de 2010

ASSUNTO DA SEMANA: 5º DIA DO JULGAMENTO DO CASAL NARDONI - Ironia do promotor e sentença com audio liberado


VEREDICTO DEVE SAIR À 1:00 DA MADRUGADA DESTE SÁBADO.

Com as respostas em mãos, o juiz Maurício Fossen se retira e elaborará a sentença. A previsão do Tribunal de Justiça (TJ) é que o júri se reúna com o juiz das 22h30 às 23h30. Fossen teria uma hora, das 23h30 de sexta (26) às 0h30 de sábado (27) para lavrar a sentença. A sentença deve ser anunciada à 1h.

Ainda de acordo com o TJ, não será permitida a captação de imagens durante o anúncio da sentença de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Após a retirada do júri para decidir o futuro do casal Nardoni e a lavratura da sentença, as rádios serão autorizadas a instalarem equipamentos de transmissão e captação de áudio no plenário do Fórum Regional de Santana.

Apenas os 22 jornalistas que estiverem no plenário poderão assistir o anúncio da sentença. Os demais ouvirão o anúncio do juiz Maurício Fossen no saguão do fórum. Não está prevista uma entrevista coletiva de imprensa do juiz. Será montado um esquema para que a Promotoria e a defesa do caso possam se pronunciar logo após o veredicto.


IRONIA DE CEMBRANELLI: "POR SOLIDARIEDADE O LADRÃO LIMPA O APARTAMENTO E TRANCA PORTA

Ao comentar a tese de uma terceira pessoa no apartamento dos Nardoni, defendida pelos acusados de matar Isabella, o promotor Francisco Cembranelli usou da ironia para criticá-la. “Por solidariedade, o ladrão limpa o apartamento, faz faxina, sai, tranca a porta e desce, sabendo que lá embaixo havia mais de 30 policiais”, afirmou o promotor. Para ele, as provas periciais e os depoimentos dos acusados indicam que eles são culpados.

PROMOTOR FOI O PRIMEIRO A FALAR HOJE, EM DIA DECISIVO

O promotor Francisco Cembranelli usou registros de ligações telefônicas e do GPS do carro de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá para afirmar que o casal estava no apartamento no momento em que a menina Isabella, 5, foi jogada do sexto andar do edifício London, na zona norte de São Paulo, há dois anos. O promotor abriu nesta sexta-feira os debates entre acusação e defesa, no quinto dia de júri do casal.

A sessão começou às 10h25 e Cembranelli começou a falar cinco minutos depois, com duas horas para expor a acusação. Ele usou um telão para mostrar os horários entre a chegada do casal ao prédio e as ligações à polícia e aos bombeiros, feitas pelos vizinhos.

Segundo Cembranelli, os dados obtidos mostram que o carro do casal, na garagem do prédio, foi desligado às 23h36min11s. Logo após a queda de Isabella, de acordo com o promotor, o porteiro --que estava na guarita-- ouviu um barulho, viu a menina no gramado e interfonou para o vizinho do primeiro andar --síndico do prédio. Ele, então, foi à sacada e, em seguida, telefonou para a Polícia Militar --o registro da ligação é das 23h49min59s.

Mais duas ligações para o resgate foram feitas por um vizinho do terceiro andar. Todas já informavam que a vítima havia caído do sexto andar e que havia um ladrão no prédio.

Ontem, em interrogatório, Alexandre Nardoni afirmou que na noite do crime não relatou que havia ladrão no apartamento. "O que falei é que tinha alguém no prédio." Anteontem, no entanto, a delegada que investigou o caso, Renata Pontes, afirmou que Nardoni perguntou a ela se a polícia já havia achado o ladrão.

Segundo Cembranelli, Alexandre chegou ao jardim no momento em que o morador do primeiro andar ainda pedia socorro. A acusação tentou mostrar que o pai de Isabella estava no apartamento no momento em que a menina foi jogada.

Cembranelli comparou o período da queda até a ligação telefônica, de acordo com o porteiro e o síndico, com o tempo que Alexandre demoraria para descer do sexto andar até o gramado. No primeiro caso seria 1min20, conforme a reconstituição da polícia, e no segundo, 52 segundos --entre a descida do elevador, mais o tempo de espera, que não foi determinado, além da caminhada de Alexandre do apartamento do elevador e até o gramado.

"No momento em que Isabella foi defenestrada eles estavam dentro do apartamento", afirmou o promotor.

Para o Cembranelli, mesmo que o casal tenha levado alguns segundos esperando o elevador, os horários mostram que eles estavam no apartamento na ocasião da queda de Isabella. "Isso é prova científica, que não admite contestação", disse ele, sobre os horários apontados.

Ainda conforme a acusação, Anna Jatobá ligou para o pai e para o sogro após o crime --às 23h50min32s. Segundo Cembranelli, o casal disse em depoimento à polícia ter descido junto, mas as ligações feitas por Anna Jatobá ao pai e ao sogro foram feitas por telefone fixo, dentro do apartamento, o que releva que Alexandre já estava no jardim do edifício no horário.

Discussão

O promotor voltou a afirmar que moradores de um prédio vizinho ouviram uma discussão em "tom acalorado" cerca de dez minutos antes da queda de Isabella. Conforme os relatos, a voz da mulher era mais alta, e ela falava muitos palavrões.

Ainda conforme ele, após um breve silêncio foram ouvidos gritos de socorro do térreo do edifício London, onde a menina estava caída. Em seguida, os mesmos vizinhos disseram ter ouvido uma voz feminina na lateral do prédio, que teria o mesmo tom da ouvida durante a discussão, e seria Anna Jatobá telefonando à mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira.

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