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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

MÉDICO QUE OPEROU FAUSTÃO TEM PROBLEMAS COM A JUSTIÇA!



MÉDICO QUE OPEROU FAUSTÃO EM SUA CIRURGIA DE REDUÇÃO DO ESTÔMAGO, NÃO TEM SUAS TÉCNICAS RECONHECIDAS PELO CONSELHO DE MEDICINA



O Ministério Público Federal entrou com ação civil contra o médico Áureo Ludovico de Paula e contra o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás. Ludovico é citado por realizar cirurgias de redução de estômago com técnica não regulamentada para a cura do diabetes tipo 2.

O procedimento, ao qual foi submetido o apresentador Fausto Silva, não é reconhecido pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) nem pela SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica). A procuradoria pede que a Justiça Federal reconheça a ilegalidade das cirurgias realizadas por Ludovico e a omissão do conselho "no cumprimento de sua missão institucional".

O juiz Urbano Leal Berquó Neto estabeleceu o prazo de 72 horas, a partir de sexta-feira (15), para que o médico e o conselho de Goiás se defendam. Ludovico disse à Folha que vai apresentar sua defesa no prazo.

Os procuradores Léa Batista de Oliveira e Ailton Benedito de Souza pedem que a Justiça proíba a cirurgia, chamada gastrectomia vertical com interposição de íleo, a menos que integre protocolo de pesquisa --que precisa ser aprovado por um comitê de ética de instituição de saúde. Nesses casos, o procedimento não pode ser cobrado do paciente.

Pela técnica cirúrgica, o íleo (fim do intestino delgado) é cortado e recolocado entre o duodeno e o jejuno, para que possa produzir GLP1 (hormônio que estimula a produção de insulina) ao entrar em contato com os alimentos. O Ministério Público também pede que o CRM-GO finalize os procedimentos abertos "em desfavor de Ludovico."

O OUTRO LADO DA HISTÓRIA!

"Estou sendo injustiçado e muito mal-entendido", disse o médico. Segundo ele, a técnica usada não é experimental, pois "está descrita na literatura médica há muito tempo".

O médico afirma também que a ação do Ministério Público inclui casos de pacientes que não se submeteram à cirurgia. De acordo com Ludovico, sua defesa vai mostrar que a técnica, realizada há sete anos, beneficiou mais de 700 pessoas.

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