BRASIL x ARGENTINA, UM CLÁSSICO...DOIS DESTINOS
BRASIL SE GANHAR PRATICAMENTE ENTRA NA COPA, ARGENTINA SE PERDER, FICA COM RISCO DE FICAR FORA DA COPA DE 2010

Nem mesmo os mais céticos, os que fomentam a nostalgia dos tempos em que o Brasil produzia craques no atacado e a Argentina se apresentava com o talento de Maradona, vão fechar os olhos para um dos clássicos mais importantes do futebol mundial. Hoje, a partir das 21h30, em Rosário, pelas Eliminatórias da Copa de 2010, o Brasil pode avançar na tabela e ficar bem próximo da classificação. Se vencer, ainda terá o "mérito" de empurrar a seleção rival para a zona da aflição. A Argentina inicia a rodada em quarto lugar. O Brasil é o líder do torneio. Portanto, não é preciso nenhum quebra-cabeça para saber que cabe aos donos da casa a obrigação da vitória. Do grupo da América do Sul, os quatro melhores garantem presença no Mundial da África do Sul. O quinto colocado disputa uma vaga com um representante da América do Norte ou da América Central. O jogo reserva outras peculiaridades. Polêmico, caricato e sem nenhum brilho na nova função, Maradona tenta apagar a má impressão deixada nos últimos compromissos da Argentina. O pior deles vai ser motivo de festa na Bolívia por muitos anos - a goleada por 6 a 1 sofrida pelos hermanos em 1º de abril, em La Paz. Pelo Brasil, Dunga demorou a superar as dúvidas sobre sua competência como técnico, embora tenha debutado com a própria seleção, ao aceitar convite da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) após o fracasso da equipe de Carlos Alberto Parreira na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006. Capitão do tetracampeonato mundial, em 1994, nos Estados Unidos, Dunga conquistou a Copa América de 2007, a Copa das Confederações realizada em junho, na África do Sul, e a confiança da cúpula da CBF. Vai hoje para o Estádio Gigante de Arroyito mais tranquilo que o treinador argentino. Essa disputa à parte, entre o artista da bola Maradona, campeão do mundo em 1986, e o eficiente Dunga, deve ser tão interessante quanto o embate previsto entre dois grandes jogadores, Kaká e Messi. O argentino, ídolo do Barcelona, é apontado até mesmo pelo meia brasileiro, craque do Real Madrid, como o melhor do planeta no momento. Mas Kaká já advertiu que o jogo não deve ser lá essa maravilha. Por quê? "Vai haver forte marcação, muita tensão, e isso pode comprometer a qualidade da partida", disse o melhor do mundo em 2007. A torcida é para que Kaká, desta vez, esteja errado. Brasil x Argentina merece sempre ser um jogo vistoso, decidido num lance de genialidade, capaz de aplacar a melancolia de quem aposta todas as fichas no fim do futebol-arte.

Nem mesmo os mais céticos, os que fomentam a nostalgia dos tempos em que o Brasil produzia craques no atacado e a Argentina se apresentava com o talento de Maradona, vão fechar os olhos para um dos clássicos mais importantes do futebol mundial. Hoje, a partir das 21h30, em Rosário, pelas Eliminatórias da Copa de 2010, o Brasil pode avançar na tabela e ficar bem próximo da classificação. Se vencer, ainda terá o "mérito" de empurrar a seleção rival para a zona da aflição. A Argentina inicia a rodada em quarto lugar. O Brasil é o líder do torneio. Portanto, não é preciso nenhum quebra-cabeça para saber que cabe aos donos da casa a obrigação da vitória. Do grupo da América do Sul, os quatro melhores garantem presença no Mundial da África do Sul. O quinto colocado disputa uma vaga com um representante da América do Norte ou da América Central. O jogo reserva outras peculiaridades. Polêmico, caricato e sem nenhum brilho na nova função, Maradona tenta apagar a má impressão deixada nos últimos compromissos da Argentina. O pior deles vai ser motivo de festa na Bolívia por muitos anos - a goleada por 6 a 1 sofrida pelos hermanos em 1º de abril, em La Paz. Pelo Brasil, Dunga demorou a superar as dúvidas sobre sua competência como técnico, embora tenha debutado com a própria seleção, ao aceitar convite da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) após o fracasso da equipe de Carlos Alberto Parreira na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006. Capitão do tetracampeonato mundial, em 1994, nos Estados Unidos, Dunga conquistou a Copa América de 2007, a Copa das Confederações realizada em junho, na África do Sul, e a confiança da cúpula da CBF. Vai hoje para o Estádio Gigante de Arroyito mais tranquilo que o treinador argentino. Essa disputa à parte, entre o artista da bola Maradona, campeão do mundo em 1986, e o eficiente Dunga, deve ser tão interessante quanto o embate previsto entre dois grandes jogadores, Kaká e Messi. O argentino, ídolo do Barcelona, é apontado até mesmo pelo meia brasileiro, craque do Real Madrid, como o melhor do planeta no momento. Mas Kaká já advertiu que o jogo não deve ser lá essa maravilha. Por quê? "Vai haver forte marcação, muita tensão, e isso pode comprometer a qualidade da partida", disse o melhor do mundo em 2007. A torcida é para que Kaká, desta vez, esteja errado. Brasil x Argentina merece sempre ser um jogo vistoso, decidido num lance de genialidade, capaz de aplacar a melancolia de quem aposta todas as fichas no fim do futebol-arte.
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